Que tipo de líder queremos?

Ou melhor: De que tipo de líder precisamos?

A literatura dedicada ao tema da liderança muitas vezes coloca em questão se os líderes são natos ou se liderança é algo que pode ser aprendido e aperfeiçoado. Eu, particularmente, acredito que exista certa aptidão para a liderança (que não deve ser confundida com aquilo que alguns denominam “personalidade forte”) que pode ser notada em crianças e jovens. Entretanto, essa eventual aptidão, se não trabalhada, aliando diferentes técnicas a um programa específico de desenvolvimento, pode acabar se perdendo ao longo dos anos. Por outro lado, entendo que a ausência de manifestações claras dessa aptidão para a liderança não significa, necessariamente, a incapacidade de se obter grande êxito, caso o indivíduo se dedique a aprender o ofício de conduzir pessoas e equipes.

Ainda conforme os estudiosos da área, existem vários tipos de líder, como, por exemplo, o protetor, o empreendedor, o mão-na-massa, entre outros. De modo geral, um líder possui todas ou a maioria das características citadas, em maior ou menor grau, e que se manifestam de forma diferente, dependendo do momento e das circunstâncias.

Se você já tem alguns anos de experiência em alguma organização, então você, provavelmente, já esteve subordinado a alguns líderes com diferentes características. Se você exerce ou já exerceu funções de liderança, é provável que tenha se inspirado em alguns desses profissionais para moldar o seu estilo de liderança, de forma consciente ou não.

E quais seriam as características de liderança que você adota? Você se considera centralizador ou costuma delegar tarefas e, posteriormente, cobrar resultados? É do tipo democrático ou prefere tomar as decisões sozinho? — afinal, se as coisas não derem certo, é o seu que estará na reta, não?

Em minha opinião, cada organização deve escolher e desenvolver os líderes que melhor se encaixem em sua cultura e ter em mente que bons líderes são também contestadores e questionam suas próprias atuações de tempos em tempos.

Mas nem tudo são flores. Existem dois tipos de líder (e talvez a denominação líder nem seja adequada) que causam um grande mal às organizações das quais fazem parte:

o líder que não desenvolve sua equipe e seus subordinados

o líder que tem medo de ser substituído por um subordinado

Apesar da tentação de enquadrar essas duas características em uma só, existe uma diferença significativa entre elas. No primeiro caso, o líder talvez seja do tipo excessivamente centralizador e, apesar de conseguir entregar resultados satisfatórios no curto prazo, está condenando a organização no longo prazo, ao não fortalecer os talentos emergentes que podem estar bem debaixo do seu nariz. O segundo caso é muito pior. Esse é o tipo de líder que acaba sabotando seu próprio desempenho e, muitas vezes, atribui publicamente a culpa por algum problema a algum componente de sua equipe. Eventualmente, graças a esses “líderes” nocivos, pessoas de grande potencial são desligadas (ou se deligam) e o que resta é a mediocridade subserviente.

Deixei para o final as características que suponho serem as mais adequadas a alguém que ocupe ou que almeje ocupar uma posição de liderança: humildade, empatia, ousadia e autoconhecimento.

E você? Já teve bons líderes ou algum de quem não tenha boas recordações? Quais as características que mais aprecia em um líder? Deixe seus comentários.

2 comentários em “Que tipo de líder queremos?”

  1. Considero que fatores externos e aptidões natas contribuem para a qualidade de um lider. A experiência e a maturidade têm grande relevância também.
    Normalmente esses que não desenvolvem suas equipes ou sentem medo de serem substituído, e acrescentaria, sentem medo de tornar-se descartáveis, não são, ou não estão atuando como um líder. No máximo ocupam um cargo de chefia.
    Em alguns casos, menor parte, trata-se de falha de caráter. E não tem o que fazer. Mas em grande parte são pessoas, que tecnicamente tem conhecimento, capacidade e habilidade que possibilitou assumirem o cargo, mas possuem fragilidades que podem ser trabalhadas e superadas. São medos e dificuldade naturais do ser humano por falta de alguma condição que ainda pode ser desenvolvida.
    O caminho é buscar apoio para um desenvolvimento pessoal (não é uma questão de formação). Talvez uma mentoria, um trabalho de coaching, um aconselhamento biográfico, ou até mesmo, uma terapia.
    A única coisa que não funciona, é achar que vai continuar assim, e tudo bem.

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    1. Paulo, perfeitas as suas colocações!
      Você destaca muito bem a diferença entre chefe e líder. Também acredito na importância do desenvolvimento de competências que vão além das habilidades técnicas e, como você bem mencionou, que podem ser aprimoradas por meio de mentoria e coaching.
      Obrigado e um abraço!

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